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Transporte Mediúnico na Umbanda

Atualizado: há 4 dias


Olá pessoal... Hoje acordei com essa questão em minha mente e aqui estou a redigir meus pensamentos sobre tal assunto. Passarei os aspectos os quais trago em minha vivência e crença para dissertar sobre a Mediunidade de Transporte na Umbanda.


Quero iniciar falando que a Mediunidade de Transporte, não é algo de propriedade da umbanda, muito menos de qualquer outra religião, ela é em si, apenas mediunidade em sua essência, vale apena ressaltar as questões paralelas as quais o exercer dessa mediunidade é vista.


Para que um espírito se acople ao seu campo mediúnico é necessário algum quesitos, e o principal deles é a afinidade energética e em seguida o seu consentimento. Após esses principais pontos outros o seguem, mas para esse post não ser tão extenso, esses pontos são suficientes para embasar o pensamento.


Já ouvimos inúmeras histórias sobre possessão espiritual, onde seres fortemente negativados se apoderam do controle da mente e matéria de uma pessoa, os levando a cometer loucuras, acidentes e até suicídio.





A base para que isso acontece se chama MEDO. De todos os sentimentos que possamos ter, o medo é o pior de todos eles entre todos os sentimentos e sensações negativas do ser. O medo além de paralisante ele te torna refém e abre portas e janelas para entrada de qualquer influencia externa. É totalmente comum vermos em filmes de terror e possessão, o terror aplicado a vítima antes que tal espírito negativado tome definitivamente o controle da matéria do ser não é mesmo? Não sendo coincidência, isso ocorre porque antes que o espírito possa ter controle naquela situação, ele só poderá fazer isso com o consentimento da vítima ou através da afinidade energética. Mas tudo bem, vamos prosseguir com o ponto de vista.


Reuniões Kardecistas ou espíritas, conhecidas também como sessões de Mesa Kardec, em sua essência, são compostas por médiuns de psicografia e Psicofonia, a doutrina Kardec, tem como objetivo de forma caridosa, receber as orientações dos Mestres espirituais que regem ou participam daquela reunião, ou com muito Amor e de forma Caridosa, através da Orientação, Oração e Atenção, levar o espírito perdido ou desesperado que ali se apresenta, a recuperar sua consciência em Cristo e na eternidade do ser para que seja possível prosseguir seu caminho em paz e harmonia, e também para que seus familiares ou ainda encarnados próximos, também possam usufruir da paz de espírito com a partida daquele ser em busca de luz.


Na Doutrina Kardec citada acima, é possível vermos esses espíritos se manifestando de forma grosseira, energia altamente pesada e densa, porém nada mais eles controlam a não ser a voz do corpo do médium. Isso ocorre pela doutrina adquirida pelo médium, pela presença dos que dirigem aquela reunião e pelo Sacerdote ou Dirigente Carnal encarnado que ali se encontra no controle dos trabalhos.


Quando um espírito negativado é levado a um trabalho espiritual para seu auxílio, seja pela espiritualidade ou consulente que ali está, todo o ambiente é preparado para tal apoio aquele ser, o médium que ali se encontra disponível para o trabalho, tem em sua consciência a fé em quem protege o seu trabalho naquele local e principalmente no exercimento do seu sacerdócio como médium, onde ele empresta a sua matéria de forma consciente e caridosa para o que ali será realizado.


Ainda assim, dependendo de casos onde o espírito está em forte descontrole, os guardiões que protegem aquele trabalho até mesmo amarram aquele ser energeticamente, para que seus impulsos pelo ódio não influencie também os movimentos do médium para que ali haja um suporte e a matéria do médium não seja prejudicada pelo trabalho realizado. Mas mesmo assim, nem sempre isso é necessário quando um médium tem em seu desenvolvimento o foco no que será realizado para auxílio ao ser, sem se preocupar com a "audiência" a qual aquele trabalho pode acarretar.


O mais importante ainda do que essas explicações é, seja qual for a doutrina que aquele ser esteja recebendo auxílio, no momento que ele é acoplado mediunicamente no médium que irá ser o intermediário para o seu auxílio, só pela energia do médium, ectoplasma e vibração pessoal devido ao trabalho, ocorre ali o que chamamos de um choque anímico, o qual faz com que o espírito seja literalmente paralisado e realmente amarrado caso essa seja a intenção do trabalho. o que não é tão comum de ser visto no Kardecismo por exemplo, uma vez que o principal objetivo é a doutrinação do mesmo através do aconselhamento.


Agora chegamos ao que realmente trataremos nesse post. Na Umbanda, porque isso se mostra tão diferente em muitas das vezes? O que é chamado literalmente de Mediunidade de transporte?


Na Umbanda os princípios tratados acima são independente de religião. O ambiente está preparado da mesma forma, os Guardiões e responsáveis pelo trabalho que está sendo realizado estão ali e eles prosseguem da mesma forma. Mas porque tudo ocorre visivelmente diferente?


Primeiro ponto, temo que entender que a Umbanda é diferente, na Umbanda o Espírito não é acoplado ao médium somente no cháckra laríngeo para que o mesmo pronuncie a voz através do médium, na Umbanda o acoplamento do espírito é feito de forma completa na matéria do médium, o que faz com que o choque anímico naquele ser seja bem mais forte e realmente paralisante muitas das vezes quando essa é a intenção do trabalho que é comandado pelo Guia que está chefiando aquele trabalho e, posso dizer aqui que mesmo que ali tenha um Caboclo que seja, o Exú do médium estará também ali, para controlar a negatividade do ser com o seu médium durante o trabalho.


Por isso é comum em muitos trabalhos de transporte mediúnico, o médium desmaiar no inicio do processo. Não é o médium que desmaia, a consciência do médium continua ali, quem desmaia é o corpo, devido o choque anímico causado no espírito trazido pelo transporte no momento do trabalho.


É também comum vermos muitas vezes o espírito não ser totalmente neutralizado, e até mesmo com certa liberdade prosseguir ali para fazer algum trabalho que desfaça o mal que ele fez, para o Guia ou dirigente conversar com ele para tentar resolver a questão e até mesmo ser possível auxiliá-lo para o seu crescimento.


Vocês devem estar se perguntando. "Ué mas até aqui ele só está falando a mesma coisa... " Exatamente essa é a intenção. a mediunidade é única, que realmente muda é a responsabilidade do médium.


Qual é a principal diferença mais visível entre um centro Kardec por exemplo de um centro de Umbanda relacionado ao médium? A diferença não é nenhuma tão importante mediunicamente falando, a não ser a diferença de estudo, doutrina e dedicação entre eles.


Existem centros Kardecs que são quase uma graduação as vezes 4 anos de estudo para que você possa ser autorizado a participar da corrente de passe. quem dirá dos trabalhos de mesa.


Já na Umbanda é comum vermos muitos centros colocando um médium na corrente e já iniciarem os trabalho de incorporação sem nem ao menos entender direito o que é mediunidade.


Isso é errado? Quem sou eu para determinar o que é certo ou errado, mas se você faz parte de um templo que atua dessa forma, acredite que sua missão e aprendizado guiou você até ali para aprender algo, seja o que for que tenha que aprender, não questione, vivencie, mas tenha você a responsabilidade de buscar o seu desenvolvimento, não coloque essa obrigação em cima do seu dirigente somente. A sua mediunidade faz parte da sua matéria, do seu corpo e não do terreiro o qual você faz parte da corrente, seu desenvolvimento é muito mais sua obrigação e dedicação por si só, seu dirigente é um orientador.


Na Umbanda a forma ritualística religiosa é muito forte e por falta de entendimento muitas vezes, médiuns se deixam machucar até mesmo pelo animismo ou misticismo no momento de um transporte mediúnico, do que pelo próprio trabalho que está sendo realizado.


Sua matéria é sagrada, e nenhum outro ser espiritual, nem mesmo seu guia espiritual, tem a autorização de incorporar em sua matéria caso você não permita, ou se afinize com a situação no momento.


Não tenha medo de ser simples em seu trabalho mediúnico. Confie em seus guias e em um momento de trabalho de transporte, apenas entre em oração constante durante o processo, entregue a direção do trabalho na mão do seu Exú Guardião ou Pombogira, que eles farão o que é preciso para que o objetivo do trabalho que é o esclarecimento do ser negativo que está ali seja realizado. E o mais importante, não tenha medo ou vergonha de errar, isso faz parte do seu desenvolvimento, e o mais importante, comunique sempre o seu Pai de Santo ou Dirigente sobre suas dificuldades, Tenho certeza que por mais que a casa não tenha um desenvolvimento mediúnico tão frequente, ele estará a sua disposição para ajudar com seus questionamentos.


Que Oxóssi emane sobre todos vocês a energia da curiosidade, para que fomente sempre sua vontade na busca por conhecimento.


Axé.



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