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A tal da Saudade...

Vovô Bento de Aruanda

Por Otavio Vicario Muraca



Muito de “ocês” já sentiram saudade uma vez na vida. E quero, se assim for de seu interesse, falar um pouco desse sentimento que é odiado por muitos e amado poucos. Daí meu “fío” pergunta: “O meu pai, mas como é que podemos amar um sentimento que tão machuca a gente?” E eu respondo meu “fío”. Se a tal da saudades está latejando no peito, é porque coisa boa foi vivida. Nós não sentimos falta do que não foi bom. Muito pelo contrário. O que não foi bom, queremos que passe no mesmo instante. Jogar as coisas fora, mudar os planos, esquecer as pessoas, seguir por outro caminho. A mudança na vida do homem é muito fácil e constante.


Mas abrir mão das coisas boas que é difícil. Abrir mão do que gosta de fazer, abrir mão do amor que não pode ser amado, abrir mão de estar com que gosta e no lugar que pode chamar de lar. Isso tudo é muito difícil para o homem.


“E a tal da saudade chega de mansinho e causa o maior estrago na sua vida.”


Errado meu “fío”!


Novamente digo, a saudades não é nenhuma desgraça, não é algo negativo, não é algo pra se entristecer. A saudade existe para lembrar do que passou, do que tivemos. O homem que é tão egoísta a ponto de transformar um sentimento tão bonito em algo tão ruim.


Eu falo pra “ocês” meus “fíos”. Eu trabalho diariamente com esse sentimento. Ao auxiliar almas que fazem passagens, tanto para o lado de cá como o lado de lá. E acredite meus “fíos”. A tal da saudade bate tanto aí como aqui. Isso mesmo. Quem parte daí também sente esse sentimento, mas ao contrário de quem fica do outro lado, aqui você respeita esse sentimento. Aqui você aprende a trabalhar esse sentimento, a unificá-lo à sua vida de uma maneira que passa a vivência-lo cada dia mais forte e - ao mesmo tempo - cada vez mais feliz em senti-lo.


Saudades meu “fio” é lembrar do que passou. Não com nostalgia, nem com remorso do que aconteceu. Mas sim, lembrar com amor e gratidão. É “ocê” agradecer por ter passado por aquilo, por ter estado naquele lugar, por ter tido aquela companhia e por ter amado aquela pessoa. Saudades é lembrar das risadas, dos momentos bons, das palavras sábias e dos brilhos dos olhos. Saudades é ter a certeza de que tudo que passou, passou da melhor maneira possível.


Por isso que eu digo meu filho. Faça tudo na sua vida, cada gesto, cada momento, cada palavra dita, cada ação, de uma maneira que deixe saudades para os próximos e para “ocê” mesmo.


E quando se sentir pra baixo, com tristeza no coração, com água nos olhos, lembre-se do que esse vô diz. “Dê um sorriso, e ria. Mas ria bastante meu fio”, pois você teve algo especial pra lembrar em sua vida.”


Que nosso Pai Zambi, ilumine cada “fio” encarnado e desencarnado. E que com a ajuda de nossa mãe Nanã Buruquê, que ela transmita a cada um de “ocês”, uma maneira nova de sentir a tal da saudade, com amor, com alegria, com sabedoria e com muita gratidão.


Lembrando de agradecer pelas coisas do passado, que deixaram a tal da saudade”.


Vovô Bento de Aruanda

Por Otavio Vicario Muraca

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